Veja este filme

Faça um favor a você mesmo e ao bom cinema e vá o mais rápido possível ver "A Guerra Está Declarada". O filme, dirigido por Valerie Donzelli e escrito por ela e Jérémie Elkaïm - ambos atores, fazem o casal de protagonistas -, é muito especial. Tem aquela inconfundível vitalidade que desde a Nouvelle Vague encontramos em certos bons filmes jovens, que tomam todas as liberdades com o filmar e com o narrar, e ao mesmo tempo é maduro, fala de coisas duras de um jeito muito maduro. Vai lá, assiste, vai por mim.

Posted on Terça-feira, Janeiro 24, 2012 at 10:25AM by Registered CommenterDavid França Mendes | CommentsPost a Comment | EmailEmail

Da tela para o palco: esta terça na Casa da Gávea

Meu flerte com o teatro já está virando um relacionamento sério. Nesta terça, 29/11, às 21h30, na Casa da Gávea, acontece o segundo espetáculo do Pizza Coletivo, grupo criado por mim e pela roteirista Clara Meirelles, com a participação de outros autores, como a Julia Spadaccini, o Rodrigo Ferrari, a Maria Clara Mattos e a atriz Susana Ribeiro.

Eu escrevi uma cena e fiz a direção de duas. Além dos autores citados acima, contamos com a colaboração dos diretores Diego Molina e Ana Paula Abreu. Dando vida aos nossos textos, os atores Ana Abbott, Priscila Assum, Roberto Souza, Gabriela Estevão, Eduardo Almeida e Raquel Alvarenga.

Cada autor do Pizza escreveu sua cena seguindo um elenco de regras, o chamado "Dogma". Para este espetáculo, o dogma era o seguinte:

- Todas as cenas deveriam conter a frase "Minha natureza sempre foi mais sentimental do que artística", da personagem Emma Bovary, de Flaubert.

- Todas as cenas deveriam ter uma personagem grávida.

- Em todas as cenas, pelo menos um ator deveria ser atingido por uma lufada de vento.

- Todas as cenas deveriam ter uma chave do tipo Papaiz.

Escrever segundo essas limitações pode assustar. Mas a verdade é que para quem já escreve profissionalmente, elas são um delicioso desafio artístico, ao qual nos entregamos com o maior entusiasmo e prazer.

Minha cena chama-se "Mulher com Carrinho de Bebê". E mais não conto. Vá lá, e veja.

Posted on Segunda-feira, Novembro 28, 2011 at 07:21PM by Registered CommenterDavid França Mendes | Comments1 Comment | EmailEmail

Novo Curso: uma questão de princípios

As técnicas de roteiro muitas vezes são ensinadas sem que se dê a devida atenção aos princípios que lhes dão origem. Essa questão, a dos princípios, é muito importante para mim: se você não entende a razão de ser das coisas, fica sem opção, ou se rebela e recusa as técnicas ou se entrega a elas sem questionamento. Nenhuma das duas posturas é produtiva. Recusar a técnica é como recusar-se a usar ferramentas. Simplesmente não faz sentido na maioria das vezes. Entregar-se à técnica sem entendê-la ou questioná-la é tornar-se escravo de receitas e fórmulas, é a garantia de nunca fazer nada bom.

Na próxima quinta, 20/10/2011, começo um novo curso básico de roteiro de cinema no Espaço Telezoom (Rio de Janeiro). O curso se chama "Roteiro de Cinema: Técnicas Básicas". O nome diz tudo: pretendo apresentar as técnicas mais importantes e os tais princípios a partir dos quais se chega a essas técnicas.

O curso é curto e de alto impacto. Informações mais detalhadas, inclusive horário e custo, no site do Telezoom. Apareçam.

Posted on Domingo, Outubro 16, 2011 at 04:48PM by Registered CommenterDavid França Mendes in | CommentsPost a Comment | EmailEmail

Corações Sujos no Festival do Rio

O longa-metragem "Corações Sujos", que eu escrevi e Vicente Amorim dirigiu, tem sessões no Festival do Rio a partir do próximo dia 13/10. O filme abriu o Festival de Paulinia - eu estava lá e fiquei muito feliz com a receptividade - e agora está hors concours no Rio. Vai ser a primeira oportunidade para ver o filme aqui e espero que muita gente veja, especialmente os amigos. A sessão do dia 13, no Odeon, às 19h, é a que vai ter presença da equipe. Estarei lá. Outras sessões estão programadas para os dias 15 e 18/10.

Aqui, um dos teasers do filme.

Posted on Quarta-feira, Outubro 5, 2011 at 05:23PM by Registered CommenterDavid França Mendes | CommentsPost a Comment | EmailEmail

Pizza Coletivo

Cenas, diálogos, atores, elementos visuais. Roteiros e textos para teatro têm muito em comum: ambos são dramaturgia. Entretanto, um elemento fortíssimo separa os dois: a facilidade de se concretizar. É mais ágil e rápido montar uma peça do que realizar um filme. Ou seja, o teatro é mais apropriado para dramaturgos ansiosos.

Pensando nisso, David França Mendes e Clara Meirelles, roteiristas, inventaram o PIZZA COLETIVO, e convidaram para por a mão na massa os colegas Maria Clara Mattos e Rodrigo Ferrari, roteiristas que também não aguentam mais roer as unhas para ver seus textos virarem filmes prontos, a atriz Susana Ribeiro, que há tempos tinha confessado o desejo de escrever, e a Julia Spadaccini, que é a única do grupo que não está estreando no palco, já tem várias peças montadas.

A esse grupo de autores se juntaram quinze ótimos atores, com muito trabalho de corpo e profissionalismo, que toparam o improviso dos autores. Convidamos dois diretores e também produtoras, fotógrafo, atriz convidada, contrabaixista e designer, de tal forma que, agora, o Pizza é uma equipe bacana de gente não-mala e muito disposta a se divertir no palco.

Com tudo isso, só faltava uma ribalta. O Paulo Betti e a Casa da Gávea nos acolheram ali no Baixo, então agora temos um palco para chamar de nosso.

Que rufem os tambores, que rolem os soquetes de massa, o Pizza vem aí:

Dia 06 de setembro, às 21h, no palco da Casa da Gávea.

 

Posted on Domingo, Agosto 28, 2011 at 03:58PM by Registered CommenterDavid França Mendes | CommentsPost a Comment | EmailEmail

Nova chance para ver Um Romance de Geração no Rio

O longa que dirigi, "Um Romance de Geração", vai ter uma sessão especial no Espaço Cultural Midrash, no Leblon, na quinta, 19/5, às 20h. Depois da sessão, eu e o ator do filme, Isaac Bernat, responderemos perguntas da digníssima plateia. O local fica na rua General Venâncio Flores, número 184.

Posted on Domingo, Maio 15, 2011 at 01:05PM by Registered CommenterDavid França Mendes | CommentsPost a Comment | EmailEmail

Quem deve fazer o curso de Adaptação?

Muita gente tem me perguntado se é preciso já ter conhecimentos de roteiro para fazer o meu curso Roteiro Adaptado: Da Literatura ao Cinema, que começa amanhã (10/5) às 19h no Espaço Telezoom. Respondendo, então: sim e não. Por um lado, quem já tem conhecimento de roteiro, até alguma prática, ou conhecimento prático ou teórico de dramaturgia, já vai provavelmente apreender as idéias e a prática do curso de forma um  mais avançada. São as pessoas que já devem ter uma meta imediata de adaptação, imagino. Por outro lado, como para falar de adaptação vou precisar repassar conceitos importantes de narrativa, estrutura dramática e diálogo, o curso pode funcionar também como uma introdução ao roteiro, especialmente para aqueles que já tem um interesse forte em literatura (fazendo assim uma ponte entre as duas formas).

Na prática, o curso vai funcionar assim: o grupo vai ler textos literários e eu vou orientar modelos de aproximação para a trabalhar adaptações desses textos (contos, basicamente). Na verdade, esse processo vai passar necessariamente por todas as fases pelas quais se passa ao pensar um roteiro original também. É preciso definir do que se está falando, tema, conflitos, recorte, personagens. É preciso definir arco dramático. Ao passar por essas questões e enfrentá-las na prática, todos nós teremos que rever nossos conceitos sobre criação de roteiro. Para os iniciantes, pode ser uma boa oportunidade de ao mesmo tempo capturar os conceitos básicos e vê-los sendo postos em prática.

O curso acontece no Telezoom, no Humaitá (Rio de Janeiro), às terças-feiras, das 19 às 21h30.

 

Posted on Segunda-feira, Maio 9, 2011 at 02:46PM by Registered CommenterDavid França Mendes in , | CommentsPost a Comment | EmailEmail

Adaptação

Quem for fazer meu curso sobre roteiro adaptado vai ver mais do que questões teóricas. Minha ideia é botar na roda questões que eu mesmo vivi e estou vivendo nos roteiros adaptados nos quais trabalhei e estou trabalhando. 

Começa semana que vem (dia 10/5) esse meu primeiro curso sobre adaptação, que vai acontecer no Espaço Telezoom. A preparação das aulas me força a refletir sobre trabalho que estou fazendo atualmente. Estou trabalhando numa adaptação neste momento, tenho outra na fila para fazer em seguida, o filme Corações Sujos, que eu escrevi e que é adaptado do livro de Fernando Moraes, estreia no segundo semestre, meu primeiro longa como diretor foi uma adaptação ("Um Romance de Geração")... 

A ideia do curso é entender o essencial do processo de apropriação da obra literária por quem vai fazer um filme. A escrita do roteiro adaptado, nela mesma, não tem diferença nenhuma da escrita do roteiro original. A diferença está no início do trabalho, na capacidade de ler o texto que serve de fonte e de identificar qual filme se vai tirar dali... e como.

Entender estrutura dramática é essencial. Entender a diferença entre a estrutura dramática e literatura, também. Compreender o papel que o controle do tempo tem nisso. Esse controle que o escritor não precisa necessariamente exercer com a força quase tirânica que se exige da dramaturgia.

No curso, minha ideia é ser o mais prático possível. Fazer o grupo ler bastante, pensar bastante e de forma coerente e organizada, e escrever. No meio disso, um certo "making of" dos meus próprios roteiros, usados como exemplos de dificuldades e soluções.

Estou animado, acho que vai ser ótimo.

 

Posted on Quarta-feira, Maio 4, 2011 at 09:39AM by Registered CommenterDavid França Mendes in , | CommentsPost a Comment | EmailEmail

Sob o Efeito de um Conto Extraordinário

Não estava conseguindo escrever, resolvi pegar um livro e ir ler na rua. Peguei o "Quatro Histórias ao Modo Quase Clássico", de Harold Brodkey. O primeiro conto, "Inocência", em poucos parágrafos já tinha me capturado completamente. 

No meio do conto de cerca de 50 páginas, eu já me sentia quase constrangido de estar lendo aquilo em público: tinha vontade de rir e de chorar, simultaneamente. À medida em que avança o conto, que é todo excessivo (mas nesse caso é bom que seja assim, e vejam que quem diz isso é um cara que detesta excessos literários), a emoção vai se tornando mais e mais arrebatadora.

 

Umas dez páginas antes do fim, ele tem um momento em que já estaria perfeito se acabasse. Ali eu já tinha tido uma experiência extraordinária. Mas ele continua (é excessivo, já disse) e para continuar a ler é necessário respirar fundo - como se o leitor fosse o personagem-narrador, que bem nesse momento precisa de mais fôlego, precisa se desdobrar.

Vale o esforço, tanto para o personagem quanto para o leitor, e no final é tudo de uma beleza tão absolutamente indescritível... que eu não vou tentar descrever. Também não vou contar o que a história narra. Qualquer pesquisa na internet revela esse enredo, o conto é famoso, e com toda justiça. O que eu quero dizer é que todo mundo devia ler esse "Inocência". E se ao ler esse conto você não sentir o que eu senti, ou mais até, desculpe, mas você não devia estar lendo literatura, você nem merecia ter aprendido a ler.

Posted on Quarta-feira, Abril 27, 2011 at 08:42AM by Registered CommenterDavid França Mendes | CommentsPost a Comment | EmailEmail

Novo curso: roteiro adaptado

Em maio, dou curso de adaptação literária. Como escrever um roteiro a partir de um romance, um conto, um poema? O curso vai ser no Telezoom. Vou falar mais sobre como será o curso em breve. Mas as informações principais já estão lá no site do Telezoom. 

Posted on Quarta-feira, Abril 20, 2011 at 12:23PM by Registered CommenterDavid França Mendes in , | CommentsPost a Comment | EmailEmail
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