Feliz Natal
O filme já estreou há algum tempo, mas só consegui vê-lo ontem: "Feliz Natal", de Selton Mello. Gostei do filme. Gostei de como ele é filmado, gostei da situação que ele conta - na qual acreditei como raramente tenho acreditado nos filmes ultimamente -, gostei do elenco, gostei. Pra não dizer que não tenho nada a dizer, digo que reduziria em uns dois minutos o final. Não há plano final, sobre o qual correm os créditos, que esse é belíssimo. Apenas editaria pouca coisa aqui e ali, pois têm-se muitas vezes a sensação de que o filme terminou, mas não.
Não acho que esse pequeno reparo deva ser valorizado. O filme é bom e corajoso. Não quer ser engraçadinho, não quer aliviar nada. Mostra um dia merda entre pessoas que não estão num bom momento. Segundo Nelson Rodrigues, toda família um dia apodrece. Um filho acertando a duras penas as contas com um passado insuportável. O outro, encarnado por Paulo Guarniere, é doce e fraco. O esquema familiar é clássico: um filho da mamãe, um filho do papai. Ambos devidamente estragados. Mamãe é Darlene Glória. Nem precisa dizer mais nada. Papai é Lúcio Mauro, de cuja máscara, carranca, o filme tira algumas das suas imagens mais atrozes e (por isso) belas.
Falando no rosto de Lúcio Mauro, lembro como é admirável o uso dos primeiros planos, e primeiríssimos planos, em "Feliz Natal". A decupagem do filme é uma extensa topografia de rostos, da pele dos rostos, dos buracos e relevos, gorduras, umidade. Também gostei de ver os reenquadramentos, os quadros dentro do quadro, os primeiros e segundos planos produzidos pelo uso de objetos semi-translúcidos.
Gostei de ver, gostei de ter visto, gostei que tenha sido feito esse "Feliz Natal".
Praça Saens Pena
Para quem gosta de ver filme, ter filme em festival é terrível. Por causa do meu Um Romance de Geração, não vi quase nada no Festival do Rio até agora. Mas dei sorte de ter conseguido ver, ontem, a estréia de "Praça Saens Pena", de Vinícius Reis. Quero falar mais sobre o filme, mais tarde. Agora apenas recomendo que ele seja visto. Tem sessão hoje (segunda-feira) no Odeon às 15h, a preço popular e com debate depois. Deve haver debates depois. De quebra, completa a sessão o curta "Domingo de Páscoa", de Pedro Amorim, que é bem bacana também.
Últimas chances no Festival do Rio
Hoje, quinta-feira, acontecem as duas últimas sessões de Um Romance de Geração, longa-metragem que eu dirigi e escrevi, no Festival do Rio. O local é o cine Estação Vivo Gávea e os horários são 15h40 e 22h10.
Sessão popular e debate
O horário é ingrato, mas o preço é bom e o programa, promissor. Tem sessão popular d'Um Romance de Geração amanhã (4a.feira, 1/10) no cine Odeon Petrobrás, seguida de debate. O ingresso, se não me engano, custa apenas dois reais. O debate será mediado pelo crítico Luiz Carlos Merten, do jornal Estado de São Paulo, e na mesa, além de mim, estarão os atores do filme e o escritor Sërgio Sant'Anna.
O debate acontece no Centro da Cidadania, sede do Festival do Rio este ano, e haverá transporte gratuito entre o Odeon e o local para todos os interessados, inclusive quem não tiver visto o filme mas quiser ir ao debate.
Sem Censura
Hoje, a partir de 15h, estou no ar na TV-E e TV Brasil falando do meu longa Um Romance de Geração no programa Sem Censura. Quem estiver diante de um TV nesse horário, pode dar uma olhadinha.
É amanhã!
Nesta terça estréia no Festival do Rio "Um Romance de Geração". Além da sessão no Odeon às 20h amanhã, há três outras sessões do filme programadas.
Dia 1/10, sessão com ingresso popular no cine ODEON PETROBRÁS às 11h30 da manhã. Em seguida, debate com mediação do crítico Luiz Carlos Merten, do jornal O Estado de São Paulo, e participação do diretor do filme (eu), do autor do livro que inspirou o longa, Sérgio Sant'Anna, e do elenco.
Dia 2/10, duas sessões no cine ESTAÇÃO VIVO GÁVEA, uma às 15h30 e outra às 22h.
Corações Sujos ganha edital do BNDES
Acabo de saber que o filme "Corações Sujos", produção da Mixer dirigida por Vicente Amorim, foi um dos contemplados pelo Edital de Seleção Pública de Projetos Cinematográficos do BNDES. Dessa forma, o filme, cujo roteiro eu escrevi e do qual me orgulho muito, está um pouco mais próximo de se tornar uma realidade. Bacana.
Veja uma cena do meu filme
Cena de "Um Romance de Geração", meu longa que estréia no fim do mês, no Festival do Rio. Na cena, Isaac Bernat, Nina Morena e Susana Ribeiro.
Hors-concours
Um Romance de Geração está pronto!
É com orgulho que comunico ao distinto público que o longa-metragem "Um Romance de Geração", dirigido e escrito por mim, adaptado de um livro de Sérgio Sant'Anna, estrelado por Isaac Bernat, Lorena da Silva, Susana Ribeiro e Nina Morena, fotografado por Cícero Rodrigues, com som de Bruno Fernandes, montagem de Karen Sztajnberg e producido por mim, por Isabela Santiago e Vicente Amorim, numa co-produção com a Mixer está... pronto! Agora é inscrever em festivais e preparar o lançamento, provavelmente para o segundo semestre deste ano, ainda.


