Roteiro aos sábados

Começa dia 20 minha primeira turma de roteiro aos sábados. Veja abaixo o conteúdo do curso. Para informações sobre custos e inscrições, escreva para laboratorioestacao@gmail.com

O curso acontece no Rio de Janeiro.

Posted on Sexta-feira, Maio 12, 2006 at 02:53PM by Registered CommenterDavid França Mendes | Comments1 Comment

Roteiro desde o Princípio


A PROPOSTA

 

Focado na prática, desde a idéia inicial até o primeiro tratamento de um roteiro de curta-metragem, com todo o material produzido pelos alunos sendo comentado e discutido, o curso cobre os princípios técnicos do trabalho do roteirista sem bitolocao ou apelo a fórmulas fáceis. O desafio é: como escrever roteiros que funcionem sem cair em clichês, sem cair em receitas de bolo, sem apelar o tempo todo para os clichês?

As principais referências são as idéias e técnicas de David Mamet e Robert McKee, e o grande objetivo é mostrar a técnica como aliada da criatividade, e não como sua inibidora. Além de Mamet e McKee, outras leituras recomendadas incluem textos de Jean Claude Carrière e Pascal Bonitzer, Nelson Rodrigues e Jorge Furtado. Além de comentários de filmes.

Cada idéia teórica será sempre experimentada pelos alunos na prática, que é o centro do curso.

COMO É O CURSO?

O curso está formatado em onze temas principais, que serão apresentados em oito aulas de três horas de duração cada, ao longo de oito semanas. Idealmente, ao final desse período cada aluno terá produzido um roteiro de curta-metragem.

Todo material produzido pelos alunos receberá comentários  individuais.

Os alunos recebem textos para estudo de David Mamet, Jean-Claude Carrière, Pascal Bonitzer e Jorge Furtado.

DETALHAMENTO DOS TEMAS

1) A idéia. O que é, de onde vem, como reconhecer, como dar forma, como apresentar, como tornar útil e concreta uma idéia para filme. Trabalho a partir de elementos de noticiário, contos e imagens (pintura, fotografia).

2) Processo de trabalho. Uma idéia na mão, e depois? Apresentação de opções de processos de trabalho para redação de um roteiro de ficção. O que vem antes, o que vem depois, e quando e por que às vezes se pode mudar a ordem dos fatores.

3) A definição de um recorte. A idéia ganha sentido e direção. O momento de acumular: Quando novas idéias se sobrepôem à idéia original. Personagens, locações, vozes, cores, intenções, tom.

4) A pesquisa. Por que fazer, quando fazer, como fazer. O papel da pesquisa no combate aos clichês e à mediocridade. O que tirar do real e o que tirar da cartola. Quem não precisa de pesquisa.

5) Vinte e cinco palavras ou menos. Quando perguntam sobre o que é o seu roteiro, você tem que saber responder. E o mais importante é o próprio roteirista ser o primeiro a se perguntar isso. A resposta é importante para toda a estruturação da história.

6) Perfis de personagens. De onde vem tanta gente? Experiência pessoal, pesquisa, referências literárias, cinematográficas e artísticas. O diálogo com a tradição e o diálogo com a modernidade. Arquétipos e mentiras.

7) A sinopse. Tormento de nove entre dez roteiristas. Exigência de cem por cento dos projetos, dos concursos, dos diretores e dos produtores. A sinopse como instrumento de desenvolvimento da história e a sinopse como instrumento de venda do roteiro.

8) Estrutura. Antes de embarcar numa longa viagem, faça seu mapa. A elaboração de uma escaleta.

9) Primeiro tratamento. Colocar carne sobre o esqueleto. A importância da visualização. O roteiro é a descrição de uma história que vai ser contada em imagens e sons: é preciso ver um filme para poder escrever um filme. O lugar da autocrítica.

10) Do primeiro tratamento ao roteiro acabado. Faça como Faulkner, mate seus filhos mais bonitos. Revisões, revisões, revisões. A hora de parar.

11) Próximos passos: Os livros sobre roteiro - o que aproveitar deles, e de quais deles. Os concursos. Ferramentas do roteirista. Software de roteiro (Screenwriter, Final Draft, Dramatica e outros). A relação com os produtores e os diretores.

 

Posted on Domingo, Março 27, 2005 at 01:10PM by Registered CommenterDavid França Mendes in | Comments5 Comments | References1 Reference